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Natal SAPO Angola



Segunda-feira, 19.12.11

Natal para todos, com ou sem bacalhau

O bacalhau cozido, a árvore de natal e os presentes fazem a tradição natalícia dos mais abastados em Angola, onde a quadra festiva é também comummente designada por dia da família.

 

O Natal é dia de reunião familiar, que geralmente acontece em casa de parentes com responsabilidade maior sobre a família.

A missa do Galo é para os católicos o início da comemoração da data, que é seguida da ceia de Natal, com todos os acepipes específicos da data.

À mesa, para as famílias mais abastadas, não faltam o bacalhau cozido, os "mimos" de natal, incluindo as rabanadas, os vinhos, hábitos todos herdados da colonização portuguesa.

A troca de presentes, também tradição em Angola, é, para muitos, "a parte mais importante da festa".

Este ano, a família Silva vai juntar-se toda em casa do "avô Silva".

Em declarações à Agência Lusa, Manuela da Silva disse que os preparativos para o Natal estão a correr bem, para rumar para a casa dos pais com a sua família.

 



"Todos os anos, ora na casa dos meus pais, ora na dos meus sogros, reunimo-nos em família e assim passamos a festa", contou Manuela da Silva.

Por cá, um dos ícones que preenche a tradição do Natal é o cabaz - uma cesta com produtos diversos, caraterísticos da época - que inclui desde o bacalhau, o grão-de-bico, o azeite, batatas, ovos, ingredientes para a confeção de bolos, uvas, passas, amêndoas, nozes e pinhões, sem faltarem as bebidas.

Para Manuela da Silva, como para muitos outros, a preparação do Natal fica mais facilitada com os cabazes que ela e o marido recebem nos respectivos empregos.

"É uma grande ajuda, sem dúvida. O meu cabaz não é assim tão recheado, mas o do meu marido ajuda muito. Se tivesse que comprar tudo o que vem nele gastaríamos muito dinheiro", disse Manuela da Silva, acrescentando que a preocupação é a compra do cabrito, para a caldeirada do dia seguinte.

Mas estas vantagens, nem todas as famílias angolanas a têm, como descreveu Marcos Focosso.

 



Chefe de uma família de sete pessoas, Marcos Focosso vive no Sambizanga, município de Luanda, e é em casa que vai passar o Natal.

 

Em casa não há preocupação em ter na mesa o tradicional "cozido", o mais importante é que haja comida e, como natural da província do Uíge, não pode faltar o funge de calulu ou carne seca.

"A minha irmã, que vive comigo, preocupa-se em fazer o cozido. Às vezes não conseguimos o bacalhau, mas ela substitui pelo peixe seco e fica bom. Para mim, desde que haja o funge, um churrasco e batatas fritas, o Natal corre bem", disse.

Outra preocupação que tem é poder oferecer brinquedos aos seus dois filhos. "Esta é uma coisa que também tenho sempre em atenção", sublinhou.


SAPO com Lusa

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